quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Médico pedreirense reclama e culpa governo e prefeituras por descaso na saúde

De acordo com Dr. Alan, em menos de 48 horas, quatro pacientes morreram a espera de pacientes, nos corredores do Socorrão I.


Médico Alan Roberto Costa Silva. (Foto: reprodução / TV Mirante)
A situação crítica da saúde pública no Maranhão tem revoltado não só usuários do sistema, como também profissionais que atuam nesse setor. Nesta quinta-feira (13), em entrevista ao Bom Dia Mirante o médico Alan Roberto Costa Silva, que trabalha na emergência do Hospital Djalma Marques, o “Socorrão I”, criticou prefeituras do interior e o governo do estado devido a situação crítica pela qual passa o hospital do Centro de São Luís.

De acordo com o médico, em menos de 48 horas, quatro pacientes morreram a espera de atendimento, nos corredores do Socorrão I. Ainda de acordo com Alan Roberto Costa, o problema da superlotação no hospital é provocado, principalmente, por receber pacientes de todas as partes do Estado.

“O problema dos Socorrões I e II não é São Luís, mas é sim o interior do estado e mais recentemente um verdadeiro desmonte que o governo do estado está fazendo na saúde, e o município é que está sofrendo as consequências. Estamos à beira, realmente, de um colapso”, conta Alan Roberto Silva.

Outra reclamação do médico é com relação à falta de investimento de prefeitos nos hospitais de outros municípios do interior do Maranhão. Outro ponto reclamado são os recentes problemas ocasionados pela falta de médicos na rede estadual de saúde.

“Estamos vivendo um drama muito maior, que é um verdadeiro desmonte que o governo do estado está fazendo na saúde do estado, com demissões em massa de médicos em hospitais de alta complexidade, como o Carlos Macieira (Hospital de Referência Estadual de Alta Complexidade Dr. Carlos Macieira) e em hospitais macrorregionais no interior do estado, por isso está vindo tudo pra cá. Até uma cirurgia de apendicite, que era algo simples que era feita no interior, não é mais, pois onde tinham dois cirurgiões, agora só tem um, e uma operação como está não pode ser feita só por um, tem que ter um auxiliar, aí vem tudo pra cá”, declarou o médico.

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) também diminuíram a capacidade de atendimento, de acordo com Alan Roberto Silva.

“As UPAs não tem mais resolutividade nenhuma e encaminham pra cá até cólica menstrual, pois não tem medicamentos, as alas vermelhas vão fechar. Onde tinham três médicos, agora têm dois, e onde eram dois agora só tem um. Então hoje, as UPAs são meros postos de saúde que não resolvem nada. Então tudo que chega lá um pouco mais complexo, eles mandam para o Socorrão I. Vivemos aqui uma situação dramática”, concluiu.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) disse que o atendimento segue de modo regular aos pacientes tanto nas UPAs e hospitais de alta complexidade. Em relação aos médicos do Hospital Carlos Macieira, a secretaria informou que houve "apenas a substituição da empresa responsável pela Central de Regulação de Leitos e que em nada acometeu o atendimento aos usuários".

Veja a entrevista:


(Fonte: Imirante)

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