quarta-feira, 3 de julho de 2019

“Lava-Jato” maranhense teria sido barrada por Portela para proteger aliados de Dino


Jerry, defensor feroz de Dino, seria um dos alvos da Operação Jenga; investigações teriam sido suspensas a pedido de Portela.
Em depoimento na tarde/noite de ontem (2) na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, o delegado e ex-titular do grupo de repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do estado, Ney Anderson, disse que aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) deixaram de ser investigados durante a Operação Jenga – desbaratada em 2017 e que seria a “Lava-Jato” maranhense. O “freio” nas apurações teria sido ordem do titular da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela.

Segundo Anderson, um dos possíveis investigados seria o atual deputado federal Márcio Jerry (PCdoB). Outro nome apontado pelo delegado foi Rubens Jr, atual titular da Secid do Governo do Maranhão e possível pré-candidato à prefeitura de São Luís.

“Para isso, ele [Portela] usa o aparelho estatal, cometendo diversas irregularidades. Causa-me tudo isso uma dor profunda, pois nossas equipes até então sempre se pautavam pela legalidade”, disse o delegado.

Desbaratada em maio de 2017, a Operação Jenga cumpriu à época mandados de busca, apreensão e prisão. Entre os presos, estava o empresário Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan, apontado como líder do esquema.

O esquema fraudulento, de acordo com informações do Governo à época, movimentou mais de R$ 200 milhões com participação de contadores, comercializadores de hortifrutigranjeiros, de construtoras e revendedores de combustíveis.

Presente à audiência de ontem (2), o deputado Márcio Jerry negou as acusações. Já o titular da Secid, Rubens Jr, não se manifestou sobre as insinuações.

Do blog do Gilberto Léda

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