sábado, 22 de agosto de 2020

“Os meninos do bem” e a ganância pelo poder...

Análise e opinião



Os pré-candidatos Jhulio e Valney personificam cabalmente o tipo de político que se utiliza de estratégias sutis e ardilosas para tentarem alcançar o poder a todas às custas.

No atual cenário, discurso de renovação; mas não nos esqueçamos que sempre comeram no prato do atual prefeito, estiveram com olhos vendados durante anos, e de repente se mostram como salvadores da pátria.

A sessão da última sexta-feira (21) foi um reflexo do toma-lá-dá-cá. São denúncias contra denúncias, manobras, orquestrações e lavação de roupa suja. O policiamento até foi reforçado porque os ares estão inflamados ultimamente.

E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens” (Lc 12:15).

Os autoproclamados ‘meninos do bem’ não escondem a sede pelo poder! Valney é a prova do jogo sujo da política: sob as asas do prefeito Júnior Cascaria esteve presidente da Câmara Legislativa por quatros vezes, porém não se contentando, queria ter sido apontado pelo gestor para ser-lhe seu sucessor. Daí consiste os sentimentos de vingança, cisma e obstinação. Sentimentos que deveriam andar longe de “servos de Deus”. Dizia o Pe. Antônio Vieira: “Quem quer mais do que lhe convém, perde o que quer e o que tem”.

Ainda, sobre a sessão, Valney lê uma denúncia assinada com nome e CPF de uma pessoa, mas evidentemente forjada e bem arranjada por outra que é conhecedora do arcabouço das leis, em que pede que o prefeito envie prestação de contas à Câmara e explique sobre locação de veículos. Uma vereadora o questiona o porquê ele próprio NUNCA disponibilizou a prestação de contas da Câmara (contas, gastos, extratos...), como também NUNCA explicou os alugueis de veículos, supostamente fantasmas, além dos gastos exorbitantes com combustíveis. E pede também o tratamento imparcial para todas as demais denúncias, dando a entender que somente são apreciadas quando convém ao presidente, o que classificaria como “rasgar o regimento”.

Cobram explicações sobre contratação de pessoal; daí outra vereadora indaga porquê até pouco tempo, as esposas de Jhulio e Valney constavam na folha de pagamento... 

Jhulio insinua que vereadores ligados a situação ‘nunca deixaram rastros do que fizeram’. “Cadê os rastros desse povo, onde estão por esse município?”. Dr. Elias repreende: “Então me mostrem os rastros de vocês! Que eu saiba, vereador algum deixa rastros de obras, porque compete é ao Executivo fazê-las; vereador legisla!

Caros leitores, pelo visto os embates continuarão nas próximas sessões. Quanto aos edis, o óbvio é: o povo vos conhece, sabem quem sois, este é quem vos julgará!


2 comentários:

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